Os tratamentos para hemofilia tradicionais envolvem a reposição frequente de fatores de coagulação por meio intravenoso. Mas, a medicina está em constante evolução e busca por novas formas de tratar a doença, entregando melhores resultados e com aplicações reduzidas.
Aqui, apresentamos dois novos tratamentos que estão ganhando forma com pesquisas e aplicações bem-sucedidas que já foram feitas no exterior. Acompanhe e conheça as novidades sobre o assunto!
Terapia gênica
A terapia gênica altera ou substitui o gene defeituoso que provoca a hemofilia. Nela, um vírus modificado com o gene que produz o fator de coagulação é inserido nas células do fígado. A partir de então, inicia-se um processo de produção natural do fator, sem demandar a reposição.
De acordo com testes realizados durante o desenvolvimento desse tratamento da hemofilia (feitos pela Pfizer e Spark Therapeutics), hemofílicos do tipo B que fizeram a terapia gênica apenas uma vez na vida alcançaram uma redução de 98% do índice de sangramento anual em comparação a quem não recebeu o tratamento.
A terapia gênica ainda conta com um diferencial específico, o de não necessitar de mais de uma aplicação como acontece com tratamentos já existentes, gerando maior praticidade e menor preocupação ao paciente e seus familiares.
Emicizumabe
O Emicizumabe é um medicamento (desenvolvido pela Roche e Genentech) em fase de teste. Trata-se de uma molécula com capacidade de prevenir hemorragias em pessoas com hemofilia do tipo A, que é o mais comum.
Um dos diferenciais do produto é que sua aplicação é subcutânea e não intravenosa, como ocorre no tratamento tradicional de hemofilia. Além disso, o Emicizumabe demanda aplicações mais espaçadas em comparação a tratamentos existentes.
Até o momento, o medicamento é administrado da seguinte forma: uma dose a cada duas semanas ou uma dose mensal, entregando bons resultados, com eliminação de hemorragias ou redução de ocorrências de uma a três por mês.
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